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terça-feira, 23 de outubro de 2012

Coleta de óleo da FUNDEMA


A Fundação do Meio Ambiente (FUNDEMA) está realizando a coleta de óleo de cozinha em bares, restaurantes e outros estabelecimentos comerciais. Os comerciantes ou cidadãos que tiverem este resíduo, podem ligar para a FUNDEMA, agendar a coleta e colocar o resíduo em uma garrafa pet e lacrar bem. Este material é encaminhado para uma empresa, a qual o destina para o fim correto. Agendamentos pelo fone: 3567-2880.


segunda-feira, 22 de outubro de 2012

População deve estar atenta quanto à disposição do lixo nos cemitérios do Município


Nas próximas semanas, com a chegada do Dia de Finados, as atividades realizadas nos cemitérios municipais irão aumentar. Devido a data, os familiares geralmente realizam reformas de túmulos, limpezas e manutenções de jazidos. Normalmente estes trabalhos geram resíduos, os quais não devem ser depositados em qualquer local do cemitério.
Para evitar o depósito destes materiais em locais errados, a Fundação do Meio Ambiente (FUNDEMA) reforça aos municipes os devidos cuidados que eles devem ter ao realizar estas atividades no local.  
“Sabe-se que as famílias que possuem jazigos nos locais são responsáveis pela manutenção e limpeza dos mesmos, sendo assim elas também devem providenciar a retirada de coroas e flores deterioradas e depositá-las nas lixeiras. Assim como, no caso de reformas, o profissional que está realizando o trabalho deve manter o seu espaço limpo e organizado para que não interfira no espaço alheio”, relata Gustavo Furlin, fiscal da FUNDEMA.

quinta-feira, 19 de julho de 2012

O que vai para o Aterro Sanitário?


Como parte do Plano Municipal de Resíduos Sólidos, a estagiária do curso de engenharia ambiental, Raquel Gomes de Almeida realizou um estudo no aterro sanitário municipal, no período de 2 de abril á 22 de junho. O estudo caracterizou e determinou a porcentagem em peso de cada tipo de resíduo vindo dos bairros e do distrito de Taquara Verde.
Ao todo 22 bairros foram analisados, estando eles divididos em oito setores. Para a realização deste estudo foram coletadas amostras diretamente do monte de resíduos do topo, do meio e da base. Para realizar a separação e a pesagem dos resíduos, foi montada uma barraca localizada ao lado do aterro.
Segundo Raquel, no período de estudo, “a empresa responsável pela operação do aterro recebeu 2.261.529 Kg de resíduos de todo o município. Para saber a quantidade gerada por dia de cada habitante, foram realizados cálculos que estipularam uma quantia de 0,438 Kg por habitante”, relata.
O estudo apresentou que 23,95% do material que é destinado ao aterro pode ser reciclado. Sendo assim, Raquel explica que “uma alternativa que pode ser estudada para prolongar a vida útil do aterro é a implantação de uma usina de triagem, para a separação deste material reciclável”.
As porcentagens de produção de cada resíduo são apresentadas no gráfico abaixo:

Gráfico 1: Porcentagem total de RSU gerados pela população de Caçador no período de 02/04/2012 á 22/06/2012
Fonte: ALMEIDA, 2012

O estudo de cada setor
O setor 1, composto pelos bairros Bello, N. Sra Salete, Rancho Fundo, São Cristóvão e Gioppo, foram amostrados 630,838 Kg de resíduos, destes 10,287 Kg de metal, 222,025 Kg de orgânico, 33,991 de papel, 44,988 Kg de plástico duro, 47,378 Kg de plástico mole, 109,251 Kg de rejeito, 0,114 Kg de RSSS,138,435 de material sanitário, 21,899 Kg de vidro, 2,406 Kg de material eletrônico e 0,064 Kg de pilhas, sendo que lâmpadas fluorescentes não apareceram nas amostras estudadas.
Raquel explica que o setor 1 é o sétimo setor que mais gera resíduos por habitante/dia. “Esse resultado atribui-se ao fato de que a coleta convencional é realizada três vezes por semana e o sistema de coleta seletiva está implantado e em funcionamento. Porém vale ressaltar que 25,51% dos materiais estudados neste setor podem ser reciclados, isso sugere que apesar da geração de resíduos ser baixa, o problema relacionado a coleta seletiva, está no fato de que a população ainda descarta estes materiais juntamente com o material da coleta convencional, ou descarta fora do horário da coleta seletiva. Este fato deve ser levado em consideração na elaboração de políticas públicas pontuais neste setor visando aperfeiçoar o processo de coleta seletiva, para torna-lo mais eficiente”.

Gráfico 2: Porcentagem dos RSUD do Setor 1
Fonte: ALMEIDA, 2012
O setor 2, composto pelos bairros DER, Santa Catarina, Vila Kurtz e parte do Bairro Reunidas, foram amostrados 10,623 Kg de metal; 222,351 Kg de orgânico; 32,475Kg de papel; 34,371 Kg de plástico duro; 47,568 Kg de plástico mole; 128,198 Kg de rejeito; 0,428 Kg de RSSS; 154,046 Kg de material sanitário; 14,343 Kg de vidro; 0,058 de material eletrônico e 0,084Kg de pilhas.
O estudo apresenta que este setor é o sexto que mais gera resíduos sólidos. Assim como no setor anterior a coleta convencional é realizada três vezes por semana, possui coleta seletiva implantada, porém, 25,141% dos materiais estudados neste setor são materiais recicláveis. “Sendo assim este setor apresenta o mesmo problema do setor anterior, a população ainda descarta estes materiais juntamente com o material da coleta convencional, ou não descarta fora do horário da coleta diferenciada”, relata Raquel.

Gráfico 3: Porcentagem dos RSUD do Setor 2
Fonte: ALMEIDA, 2012
O setor 3, formado pelos bairros, Paraíso, Municípios, Champagnat e parte do Bairro Reunidas, foram amostrados 8,355 Kg de metal; 295,108 Kg de orgânico; 52,560 Kg de papel; 32,707 Kg de plástico duro; 48,376 Kg de plástico mole; 106,240 Kg de rejeito; 0,094 Kg de RSSS; 102,482 Kg de material sanitário; 14,845 Kg de vidro; 0,068 de material eletrônico, 0,794 Kg de lâmpadas fluorescentes e 0, 220 Kg de pilhas.
Estes bairros figuram no segundo setor que mais gera resíduos sólidos por habitante/dia, sendo que destes 26,14% dos materiais poderiam ser reciclados. “Apesar de as iniciativas de coleta seletiva terem iniciado no Bairro Paraíso (SILVA, 1999), ainda existe grande produção diária de resíduos. É um setor que localiza-se próximo ao centro da cidade, com moradores de classe média, o que configura habitantes com poder aquisitivo mais elevado, sendo assim o consumo é maior, consequentemente a geração de resíduos também será maior”, afirma Raquel.

Gráfico 4: Porcentagem dos RSUD do Setor 3
Fonte: ALMEIDA, 2012
O setor 4, composto pelos bairros Martello, Industriais e Aeroporto, foram amostrados 12,990 Kg de metal; 239,010 Kg de orgânico; 34,104 Kg de papel; 35,753 Kg de plástico duro; 50,153 Kg de plástico mole; 121,971 Kg de rejeito; 4,546 Kg de RSSS; 134,353 Kg de material sanitário; 25,505 Kg de vidro; 1,846 de material eletrônico, 0,104 Kg de lâmpadas fluorescentes e 0, 130 Kg de pilhas.
“Este setor é o oitavo que mais gera resíduos por habitante, vale ressaltar que dentre todos os setores é o local onde existe grande concentração de pessoas de baixa renda, sendo assim supõem-se que o nível de conhecimento sobre o assunto seja limitado e nem sempre existe a separação ou disposição do material para coleta. Vale ressaltar que cerca de 24,29% dos materiais amostrados poderiam ser reaproveitados ou reciclados”, afirma a responsável pelo estudo.


Gráfico 5: Porcentagem dos RSUD do Setor 4
Fonte: ALMEIDA, 2012
No setor 5, composto pelos bairros Alto Bonito, Bom Sucesso e parte do Berger, foram amostrados 11,708 Kg de metal; 238,565 Kg de orgânico; 42,397 Kg de papel; 37,242 Kg de plástico duro; 51,715 Kg de plástico mole; 147,894 Kg de rejeito; 0,683 Kg de RSSS; 121,975 Kg de material sanitário; 13,158 Kg de vidro; 0,144 de material eletrônico, 0,500 Kg de lâmpadas fluorescentes e 0, 092Kg de pilhas.
Raquel relata que este é o quinto setor que mais gera resíduos, e que na prática foi um dos setores mais difíceis de ser amostrado, pois apresentava mistura de todos os tipos de materiais em um único saco ou sacola. “Devido  a esta dificuldade de separação, é importante que políticas de educação ambiental voltados ao tema sejam aplicados especificamente neste setor, visando orientar a população sobre a importância dos cuidados com os materiais e os benefícios do descarte adequado dos resíduos, sendo que 23,54% dos materiais podem ser reciclados”.

Gráfico 6: Porcentagem dos RSUD do Setor 5
Fonte: ALMEIDA, 2012

No setor 6, Figueroa, Sorgatto, Bom Jesus e parte do Berger, foram amostrados 9,768 Kg de metal; 292,290 Kg de orgânico; 42,602 Kg de papel; 31,812 Kg de plástico duro; 49,459 Kg de plástico mole; 126,842 Kg de rejeito; 0,290 Kg de RSSS; 119,299 Kg de material sanitário; 15,645 Kg de vidro; 0,306 de material eletrônico, e 0, 156 Kg de pilhas.
Este é o terceiro setor que mais gera resíduos, também localizado próximo ao centro da cidade com habitantes de classe média e poder aquisitivo mais elevado. Apresenta 21,73% de material reciclável.

Gráfico 7: Porcentagem dos RSUD do Setor 6
Fonte: ALMEIDA, 2012
No setor 7, foram amostrados 14,612 Kg de metal; 219,183 Kg de orgânico; 46,902 Kg de papel; 41,083 Kg de plástico duro; 46,985 Kg de plástico mole; 96,474 Kg de rejeito; 4,842 Kg de RSSS; 63,219 Kg de material sanitário; 28,496 Kg de vidro; 2,096 de material eletrônico, 0,044 de lâmpadas fluorescentes e 0,300 Kg de pilhas.
Este setor é local onde existe a maior produção per capta do município, não é o setor mais populoso, porém é onde se concentram os centros comerciais, restaurantes, lanchonetes, bares, além de ser um bairro predominante de classe média alta. “Apresenta 31,93% de material passível de reciclagem, neste setor percebe-se uma grande quantidade de material que deveria estar sendo coletado através do programa de coleta seletiva, mas por alguma razão é encaminhado ao aterro. Uma explicação para este fato é que a coleta convencional por ser realizada todos os dias não deixa o material reciclável na lixeira para que este seja coletado. Devido a isso, é necessário investimento em conscientização da população e esclarecimento sobre os horários que o caminhão da coleta seletiva passa no bairro, bem como a orientação dos garis responsáveis por este setor, para que quando identifiquem material reciclável, não realizem a coleta.


Gráfico 8: Porcentagem dos RSUD do Setor 7
Fonte: ALMEIDA, 2012

No setor 8, foram amostrados 16,477 Kg de metal; 297,477 Kg de orgânico; 26,673 Kg de papel; 31,157 Kg de plástico duro; 33,164 Kg de plástico mole; 109,023 Kg de rejeito; 0,628 Kg de RSSS; 142,360 Kg de material sanitário; 23,766 Kg de vidro; 0,402 de material eletrônico, e 0,202 Kg de pilhas.
Este último setor é o quarto que mais gera resíduos. Nele a coleta convencional é realizada uma vez por semana, fator que dificultava muito a separação dos materiais, visto que boa parte deles não se preservava seco. “A população é carente sendo que uma parcela da população tem renda de meio salário mínimo e outra parcela tem renda de R$ 140,00 como descreve (BOLSA FAMÍLIA, 2011), porém é o setor que menos gera materiais recicláveis, sendo que 17,65% correspondem a este tipo de material. Devido a grande diferença de percentual destes materiais com relação aos outros setores, sugere-se que estes materiais estejam sendo descartados de forma alternativa, como queimados e até mesmo sendo descartados de maneira ilegal em matas”, afirma Raquel.

Gráfico 9: Porcentagem dos RSUD do Setor 8
Fonte: ALMEIDA, 2012
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A conclusão do estudo

Ao comparar o estudo deste ano com outro realizado em 2009, nota-se que o percentual de matéria orgânica era 35,8% e aumentou para 38,898%. “Isto indica um aumento no consumo de alimento, explicado logicamente pelo crescimento populacional e aumento do poder aquisitivo da população”. Com relação aos recicláveis a porcentagem em 2009, citada por Kleine era de 28%, neste estudo o valor estabelecido foi de 23,7 %, apresentando redução de 4,3%, que pode ser um indicativo de aumento na adesão ao programa de coleta seletiva. “Considerando que os materiais recicláveis, ao invés de descartados junto aos resíduos úmidos são segregados e dispostos para a coleta diferenciada”, completa Raquel.
Com esta comparação dos estudos realizados em 2009 e em 2012, Raquel explica que o programa de coleta seletiva é uma política pública eficiente e produz resultados positivos para a minimização dos impactos ambientais negativos, com o consequente aumento de vida útil do aterro. “No entanto, cabe ressaltar que sugere-se medidas pontuais para intensificar as atividades de educação ambiental em determinados setores, tendo em vista resultados que apresentam mais e 30% de material seco passível de reciclagem”, conclui.

terça-feira, 19 de junho de 2012

A responsabilidade de ser Protetor de Animais


Ultimamente é frequente o número de pessoas envolvidas com a causa animal que desistem e divulgam isso como se os outros tivessem a obrigação de recolher os seus animais e resolver o problema criado por eles. Não bastasse isso, ainda temos outro número crescente de protetores que morrem e deixam 70, 100, 200 animais totalmente à míngua e entregues à própria sorte. Às vezes quando tomamos conhecimento do caso alguns destes animais já morreram por inanição, por brigas, doenças e frequentemente nestes casos encontramos o canibalismo. E quem tem condições de absorver estes animais se estamos todos superlotados e com dívidas em clínicas e lojas de rações?
 Eu sempre digo a todos que o limite entre sanidade mental e desequilíbrio, na proteção animal, é muito tênue. Realmente não é fácil lidar com o pior ser humano que existe, um ser capaz de maltratar e cometer as maiores atrocidades com outro totalmente indefeso, ou pior, quando esse ser indefeso pertence a esse humano, e vive somente por ele e para ele. Recolhemos das ruas animais em situações tão deploráveis que algumas vezes tendemos a nos revoltar com “todos” os seres humanos, porém esse é o primeiro passo para o desequilíbrio mental, que pode colocar em risco nossa vida, a vida de nossos familiares e a vida de nossos resgatados.
Quando um protetor começa a dizer que “gosta mais de bicho do que de gente”, para humanos, geralmente ele é encarado pelos que não o conhecem e não tem conhecimento de sua luta como louco, e as pessoas em geral passam a se afastar dele. Entre nós, protetores, isso é compreensível por compartilharmos das mesmas vivências, porém quem dá esse primeiro passo geralmente dará o segundo que é atacar verbalmente a todos ao seu redor, às vezes ataca aos familiares, aos amigos e até os outros protetores que estão ao seu lado na militância, também salvando vidas.
O terceiro passo normalmente é o isolamento, a pessoa passa a querer somente a companhia dos animais, isola-se do mundo. Normalmente quando chega a este estágio já está fazendo tratamento contra depressão ou bipolaridade, já se afastou dos familiares, dos amigos, da família, perdeu o emprego, passou a perder a vaidade e, algumas vezes, não diferencia a sua vida da vida de seus animais. Então passa a recolher animais das ruas indiscriminadamente, como se quisesse, ou se pudesse, resolver a problemática dos animais sozinha. Neste ponto o único relacionamento que tem com outras pessoas é para pedir ajuda financeira, que dificilmente vem de acordo com o necessário, o que resulta em dezenas de animais na casa do protetor... Ambos, animais e humanos, passando necessidades.
Quantos de nós não conhecemos esta história: Protetor sem amigos, sem familiares, sem emprego, sem dinheiro, com ordem de despejo e com dezenas de animais.
Já está cada vez mais difícil doar animais, principalmente pelo fato dele não confiar em nenhum humano, e se torna cada dia mais perigoso que este protetor se transforme num colecionador.
Não existe uma fórmula para evitar que isso aconteça, todos nós estamos sujeitos a isso, mas penso que uma base familiar e amigos sinceros são de extrema necessidade para nos mantermos equilibrados. No meu caso particularmente, que já estive à beira de chegar a este estágio, que abandonei meu emprego, que recolhia animais indiscriminadamente sem pensar nas contas, que cheguei a dever em clínicas veterinárias cerca de duas ou três vezes o salário que recebo hoje, que pensei em me separar do meu marido porque ele tentava de alguma forma brecar meu impulso por recolher animais, que não pensava que minha filha, de dois anos na época, que precisava de mim, que me afastei dos meus amigos, etc.
 O que me ajudou foi exatamente a família. Ouvir aos que me amam, com a mente aberta para poder absorver tudo aquilo, olhar ao redor e entender que não sou capaz de mudar o mundo, nem de salvar a todos os animais, entender que para proteger animais necessito estar equilibrada para não proporcionar a eles uma situação, às vezes, pior do que a que eles se encontravam antes de serem resgatados, perceber que os protetores de animais desequilibrados  e agressivos não são levados a sério, não podem levantar uma bandeira e nunca atingirão os seus objetivos na sociedade por não possuírem o potencial de credibilidade necessário para defender a causa, aprender a resgatar animais de acordo com a minha capacidade financeira de lhes proporcionar tudo o que for necessário para seu tratamento enquanto estiver sob minha guarda, com a consciência de que ninguém tem a obrigação de me ajudar, e principalmente, pensar no amanhã.
Se amanhã eu não estiver mais neste mundo o que será de meus animais? Será que meu marido merece se transformar em protetor de animais de forma obrigatória? Será que ele terá condições de cuidar da casa, dos filhos e dos animais sozinho? Será que ele quer isso? Será que ele merece?... Ele não é protetor de animais, eu quem sou. E seu eu morasse sozinha com 50 animais e morresse, o que seria deles?
Se você ama animais pense nisso, lembre-se que nenhum de nós tem garantia de vida neste planeta, pense que os animais sob sua guarda não podem se defender e são totalmente dependentes de você. Lembre-se que a morte faz parte da vida e preocupe-se com o que será deles amanhã se você morrer hoje.
E pra você que decidiu deixar a causa animal porque tudo o que descrevi acima aconteceu com você, lembre-se que ninguém tem a obrigação de assumir o seu compromisso ou de resolver os seus problemas. Saia da causa de cabeça erguida e doe antes todos os animais que estão sob sua guarda, assuma a responsabilidade pelo que fez, se você resgatou cabe a você doar. Essa obrigação é sua, de mais ninguém.
                                                                    Lilian Rockenbach 

segunda-feira, 18 de junho de 2012

O que é ser um protetor de animais?

Hoje em dia a proteção animal virou um modismo. Muita gente acha bacana dizer que é “Protetor de Animais”, mas o que exatamente ser um “Protetor de Animais”?
Para começar gostaria de esclarecer que proteger animais não é chamar uma ONG ou ligar para um protetor independente quando um animal está sendo mal tratado. Proteger animais também não é ficar no computador apenas repassando pedidos de ajuda, nem se sentir no direito de exigir e cobrar que pessoas ligadas a causa façam o que você considera certo fazer. Estas são apenas formas de divulgar ações e necessidades ligadas a causa, e não a proteção em sua essência.
Em primeiro lugar é importante saber que protetores de animais são pessoas iguais a você, eles trabalham, estudam, possuem família, filhos, quintal pequeno, moram em apartamento em alguns casos, mas decidiram arregaçar as mangas e fazer a diferença. O protetor animal não é ser um apostolado, pois se fosse ele teria que dedicar sua vida, seu tempo e seu dinheiro a uma causa que muito provavelmente “nunca” lhe trará nenhum retorno material. Consistiria também em mudar seus hábitos alimentares (parar de consumir carne), hábitos de diversão (rodeios, vaquejadas, touradas, feiras de exposição, de exploração, de competição, etc.), hábitos de consumo (roupas de origem animal como casacos de pele, etc.), hábitos em geral.
O “protetor de animais” muda sua visão em relação a vida, passa a respeitar toda forma de vida, passa a lutar pela defesa dos direitos dos animais, pela castração, pela adoção, por leis mais rígidas e que os defendam, pela conscientização da população, contra a exploração animal em todas as suas formas, contra o comércio de animais, etc.
Ninguém muda estes hábitos facilmente, nenhuma pessoa que conheço amanheceu e disse: a partir de hoje sou um protetor de animais e vou deixar de fazer tudo o que fiz a minha vida inteira. A vontade de ajudar nos impulsiona a levantar e ir, com o tempo criamos cada vez mais a consciência em relação aos assuntos relacionados à causa, nossos hábitos são mudados aos poucos e gradativamente. É uma luta pessoal contra nós mesmo, e em alguns casos, contra nossos familiares que não conseguem entender e aceitar essa mudança.
Ser um “protetor de animais” é ter responsabilidade social de maneira totalmente independente da caridade. Promover a conscientização em relação ao respeito dos animais é uma das bandeiras mais importantes da causa, fazer com que as pessoas enxerguem que o animal tem uma vida que precisa ser respeitada, é uma batalha constante. Os animais existem da mesma maneira que todos nós, possuem suas individualidades e não estão aqui para nos servir.

Os defensores dos animais devem ser felizes com sua bandeira, devem se orgulhar do que fazem. Se defender animais te trouxer algum tipo de angústia, talvez seja a hora de repensar e mudar de causa. Os animais precisam de pessoas sensatas, que estejam sempre empenhadas em aprender, que estejam dispostas a tentar mudar o mundo, mas se conseguirem mudar apenas a pessoa que está ao seu lado, já fizeram muito mais do que 99% da população. Os animais não podem se defender, eles só têm a nós, seres humanos, para defendê-los, e exatamente por isso temos que nos manter equilibrados para fazê-lo, e fazer com prazer, paixão e de maneira otimista. Pessoas agressivas e desacreditadas, não apenas na causa animais mas em todas as causas, geralmente não conseguem atingir seus objetivos na sociedade, pois não conseguem desenvolver o potencial necessário para valorizar a causa que defendem.
            Tenha sempre a frente, e como referência, pessoas inseridas na causa e que desenvolvam um trabalho baseado na seriedade e, acima de tudo, idoneidade. Fuja dos falsos protetores, pessoas que estão inseridas na causa tentando tirar benefícios materiais ou prestígio. Acredite em você e em seus objetivos, arregace as mangas e faça, não tenha projetos alimentados apenas pela esperança, estabeleça objetivos e metas, faça você também a diferença. Pense qual a melhor forma de ajudar os animais, quais os seus pontos fortes, se você gostaria de trabalhar com resgates, com adoção, com maus tratos, com educação, contra exploração, etc. Acredite em você, e dê o seu melhor.
Abrace uma causa, qualquer causa, mas faça-o com responsabilidade e de coração aberto. Mude seus conceitos, abandone os preconceitos e faça a diferença.

                                                                     Lilian Rockenbach

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Palestra do Dia do Meio Ambiente


A palestra foi ministrada para os alunos da 5ª série do Aplicação
Na tarde de ontem (6) a veterinária da Fundação Municipal do Meio Ambiente (FUNDEMA), Carla Demantova, ministrou uma palestra para os alunos da 5ª série (6º ano) do Colégio de Aplicação da UNIARP. O tema foi sobre bem estar animal e guarda responsável de animais de estimação.
A palestra foi realizada na sede do Primo Tedesco, que realiza todo dia 5 de junho, dia do Meio Ambiente, uma atividade com alunos das escolas de Caçador.  A palestra foi organizada pelo setor de Educação Ambiental da FUNDEMA, que visa a conscientização dos cuidados com os animais e meio ambiente. 

FUNDEMA notifica lixeiras irregulares


A Fundação Municipal do Meio Ambiente (FUNDEMA) inciou no mês de maio a fiscalização das lixeiras do município. Os moradores das residências que possuem lixeiras irregulares estão sendo notificados e orientados a se adequar as exigências explicadas através do Artigo 13 do Decreto 3.687 que regulamenta a lei 2.357 de 11 de agosto de 2006, que dispõe sobre a coleta, o tratamento e a disposição final de resíduos sólidos no município, efetuando a adequação da lixeira de cada residência.
O Artigo 13 esclarece que “os resíduos sólidos domiciliares que serão coletados pelo serviço municipal, deverão ser armazenados em lixeiras apropriadas”, seguindo algumas especificações. Entre as particularidades que a lei exige estão que, as lixeiras devem estar dentro dos limites da propriedade do cidadão, esta deve possuir um tamanho adequado, que possa comportar a quantidade de lixo que o residente possui, sendo que este recipiente deve ser de material lavável ou com fundo perfurado, para evitar o acúmulo de água.
Segundo Vilmar José Carneiro, engenheiro agrônomo da FUNDEMA o objetivo é fazer com que “a cidade esteja dentro dos padrões da lei, torná-la mais limpa e consciente de que o lixo é responsabilidade de todos e não apenas do poder público”, relata.

LIXEIRA REGULAR

LIXEIRA IRREGULAR

terça-feira, 5 de junho de 2012

Parabéns


Parabéns ao munícipes do bairro próximo a Cabanha do Rancho Fundo, que estão utilizando de forma adequada a lixeira colocado pela Fundação Municipal do Meio Ambiente (FUNDEMA). O local sofria com a falta de lixeiras e com isso os sacos eram colocados no chão, o fazia com que os cachorros os rasgassem e deixassem o ambiente sujo. Com a lixeira no local, esse problema foi resolvido. Além destes moradores outros locais também receberão lixeiras, estas já estão sendo providênciadas e logo estarão sendo fixadas em outros pontos da cidade que apresentam o mesmo problema. 



As ações da FUNDEMA para o meio ambiente


A Fundação Municipal do Meio Ambiente (FUNDEMA) trabalha durante todo o ano em ações que preservam o município de Caçador e em projetos que desenvolvam conscientização da população para a importância com os cuidados do meio ambiente.
                Entre as ações que a FUNDEMA desenvolve estão a proteção ambiental para as atividades que interfiram ou possam interferir na qualidade do meio ambiente, promover a educação ambiental em todos os níveis de ensino e a conscientização pública, objetivando capacitar a sociedade para a participação ativa na preservação, conservação, recuperação e melhoria do meio ambiente, fiscalizar todas as formas de agressão ao meio ambiente e orientar sua recuperação, controlar de todas as formas a poluição ambiental no Município, estabelecer diretrizes específicas para a proteção dos mananciais, entre outros.
                Segundo Luiz Gustavo Pavelski, presidente da FUNDEMA, a Fundação realiza a coleta seletiva junto com a COOCIMA, campanhas de materiais mais especificios, como lâmpadas e resíduos eletrônicos, a distribuição de mudas nativas a população, o plantio de árvores nativas. Através do projeto SOS nascente são realizadas a recuperação de matas ciliares, a proteção de nascentes em comunidades rurais, na construção de fossas sépticas em propriedades rurais, para evitar que os dejetos tenham contato com os córregos, contaminando a água. Além da educação ambiental, saneamento básico, construção de rede de esgoto, estação de tratamento de esgoto, entre outros.
                “A FUNDEMA pensa no meio ambiente durante todo o ano e orienta para que a  comunidade também pense, pois este não é algo para se pensar em apenas um dia, mas sempre, pois é necessário desenvolver ações e conscientização de que o planeta precisa ser preservado, evitando possíveis consequências no futuro das próximas gerações”, afirma Luiz Gustavo Pavelski.